António Veiga Ferrão Assume Presidência Da MOBI.E Para Liderar Transição Digital

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A MOBI.E iniciou, a 2 de março de 2026, um novo ciclo estratégico com a entrada em funções do seu novo Conselho de Administração. António Veiga Ferrão assumiu a presidência da entidade, acompanhado por Sílvia Amaral e Alexandra Toscano, responsável pela área financeira. A nova liderança foca-se no posicionamento da empresa como um hub de interoperabilidade perante o novo contexto regulatório do setor.

Atualmente, a plataforma da MOBI.E liga mais de 14 000 pontos de carregamento em todo o país. O novo presidente afirma que o objetivo passa por aplicar a experiência acumulada em interoperabilidade a outros setores, como o do transporte público, visando a melhoria da experiência do utilizador.

Adaptação ao Novo Regime Jurídico

A empresa prepara a transição para o mercado liberalizado no âmbito do Novo Regime Jurídico da Mobilidade Elétrica (RJME). O plano tecnológico em curso pretende assegurar a continuidade da interoperabilidade para operadores e utilizadores após o período de transição, sem registo de disrupções no serviço.

Paralelamente, a MOBI.E assumirá as funções de Entidade Agregadora de Dados da Mobilidade Elétrica. Esta informação será integrada no Ponto de Acesso Nacional (PAN), gerido pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT). A estratégia futura inclui a disponibilização de sistemas de gestão de postos para redes públicas e privadas.

Crescimento do Mercado e Infraestrutura

Os indicadores do primeiro trimestre de 2026 revelam uma expansão do setor:

• O número de utilizadores cresceu 88% face ao período homólogo.
• O consumo de energia elétrica subiu 36%.
• A poupança de emissões de CO₂ aumentou cerca de 30% em março de 2026.

A rede pública ligada à MOBI.E conta agora com mais de 7 600 postos e 14 400 pontos de carregamento, um crescimento de 26% face ao trimestre anterior. Cerca de 39% desta infraestrutura é composta por postos de carregamento rápido e ultrarrápido. Com estes valores, Portugal cumpre o Regulamento Europeu de Infraestruturas para Combustíveis Alternativos (AFIR), situando-se 5,3% acima da potência mínima exigida pela União Europeia.

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