ANECRA Revista 396 Review: O futuro é elétrico?
Será que as motaós elétricas vão mesmo pegar? Quem anda no setor sabe que a futurologia aqui é difícil. As baterias ainda evoluem muito devagar, pesam demasiado e ninguém quer ficar parado horas a carregar a moto numa viagem de fim de semana. Mas quando o maior fabricante de motores de combustão do mundo decide apresentar uma moto elétrica desenhada a partir de uma folha em branco, convém prestar atenção. O jornalista Paulo Ribeiro testou a nova Honda WN7 na ANECRA Revista 396 (páginas 26 e 27) e o resultado é tudo menos convencional.
Para começar, a equipa que desenhou a moto tinha uma média de idades de 33 anos. E isso nota-se. Mandaram a famosa asa dourada da marca para o arquivo e criaram uma nova imagem. Depois, fizeram algo louco na engenharia: tiraram o chassis. A WN7 usa uma tecnologia chamada frameless, o que significa que a caixa de alumínio que guarda a bateria de 9,3 kWh é o próprio quadro da moto. É nela que tudo se aperta. O resultado na estrada? A moto curva como se estivesse em carris e é incrivelmente ágil na cidade.
Há pormenores muito bem pensados, como o assento estreito e super baixo, que faz com que seja mais fácil pôr os pés no chão com esta moto do que com uma scooter PCX 125. Mas nem tudo é perfeito. Para compensar o peso das baterias, a suspensão traseira teve de ser endurecida e, em paralelo, acaba por ser um bocado seca a passar em buracos e empedrados. A Honda WN7 mostra que a engenharia elétrica nas duas rodas está a ficar madura, mas a batalha contra o peso na balança ainda está longe de ser ganha.
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