Modelos Premium Lideram Ranking De Veículos Danificados No Mercado Nacional
Um estudo recente realizado pela empresa de dados automóveis carVertical revela que os modelos de classe premium dominam as estatísticas de danos em Portugal. De acordo com a análise efetuada durante o ano de 2025, os veículos da marca Tesla apresentam a maior taxa de sinistralidade no país, com 79,2% das unidades verificadas a possuírem pelo menos um registo de dano.
O ranking das marcas mais frequentemente danificadas em território nacional é completado pela BMW (74,7%), Porsche (68,5%), Mini (65,7%) e Audi (48%). No extremo oposto, as marcas com menor taxa de incidentes registados foram a Kia (28,4%), a Mazda (29,6%) e a Smart (30,1%).
Impacto Financeiro e Segurança
A investigação aponta que mais de dois em cada cinco carros verificados pela plataforma em Portugal apresentavam danos (42,4%). O valor médio de cada sinistro foi avaliado pelas seguradoras em 3.500 €. Contudo, este montante varia significativamente consoante a categoria do veículo. A Porsche registou o valor médio de danos mais elevado, atingindo os 8.200 €, seguida pela Jaguar (4.900 €) e pela Mercedes-Benz (4.200 €).
Matas Buzelis, especialista do mercado automóvel na carVertical, sublinha os riscos associados à compra de veículos usados sem verificação prévia. "Uma parte significativa dos carros danificados é importada do estrangeiro, reparada a baixo custo e vendida como se não tivesse defeitos", afirma o responsável. O especialista reforça que um veículo é, em média, envolvido num acidente de trânsito a cada 5 a 10 anos.
Modelos com Maior Incidência
Ao analisar modelos específicos em Portugal, o Mini One Cabrio destaca-se com uma taxa de danos de 96,7%. Seguem-se o BMW Série 4 (77,8%) e o BMW Série 1 (77%). A nível europeu, a tendência mantém-se semelhante, com o BMW Série 7 a liderar o ranking de danos entre os 24 países estudados, com uma incidência de 77,3%.
A carVertical recomenda que os compradores não se limitem à avaliação estética do automóvel. A utilização de relatórios de histórico permite identificar acidentes graves, mas Buzelis adverte que, em todos os casos, "um veículo usado ainda deve ser inspecionado em uma oficina mecânica" para garantir a segurança e evitar custos de reparação inesperados.
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